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Marcelo acredita que Portugal "vai fazendo o seu caminho" junto dos mercados

| Política
Porto Canal com Lusa

Lisboa, 17 mar (Lusa) - O Presidente da República relativizou hoje a decisão da Standard & Poor's quanto ao 'rating' de Portugal, manifestando-se convicto de que vêm aí dados positivos e o país "vai fazendo o seu caminho" junto dos mercados.

"Como aliás já disse o senhor primeiro-ministro, contra factos não há argumentos. E, portanto, na medida em que o Instituto Nacional de Estatística (INE) venha a apresentar dados que nós esperamos positivos e que o Eurostat reconheça como positivos e que a Comissão Europeia tenha de reconhecer como positivos, isso vai fazendo o seu caminho em termos de aceitação pelos mercados, pelas agências de 'rating'", declarou.

Marcelo Rebelo de Sousa, que falava aos jornalistas no final de uma visita à Bolsa de Turismo de Lisboa (BTL), realçou que Portugal fez uma emissão de dívida "há menos de 48 horas, a juros negativos, dívida de curto prazo, batendo o 'record' em termos de juros negativos numa emissão de dívida pública portuguesa".

"Isto era impensável há seis meses, há um ano, há dois anos, há três anos, há quatro anos, estarmos a emitir dívida pública a juros negativos", disse o chefe de Estado.

Quanto à decisão da agência de notação financeira Standard & Poor's de manter a nota atribuída a Portugal em 'BB+', ou 'lixo', com perspetiva estável, o Presidente da República afirmou que "era aquilo que se esperaria".

"Em qualquer caso, isto significa que não houve um juízo negativo quanto à evolução da dívida pública portuguesa e da economia portuguesa e das finanças portuguesas. Isso é bom neste momento", considerou.

Marcelo Rebelo de Sousa insistiu, contudo, que há dados a ter em conta, que ainda não são conhecidos.

"Nós ainda não temos os números do INE, que sairão no final do mês. Não temos ainda o Eurostat, que sairá provavelmente no começo do mês que vem. Não temos ainda a decisão da Comissão Europeia. Sabemos que o défice está abaixo de 3, abaixo de 2,5, provavelmente abaixo de 2,3. Veremos até onde é que vai o défice", referiu.

IEL // VAM

Lusa/Fim

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