Info

"Cabe ao Governo decidir e ser mais assertivo com a 'troika'" - UGT

| Política
Fonte: Agência Lusa

Lisboa, 22 nov (Lusa) -- O secretário-geral da UGT, Carlos Silva, reconheceu hoje que Portugal enfrenta constrangimentos orçamentais, mas defendeu que cabe ao Governo o papel de defender os interesses nacionais junto da 'troika'.

"Compreendemos os constrangimentos orçamentais, mas cabe ao Governo decidir e ser mais assertivo com a 'troika'", disse Carlos Silva aos jornalistas depois de um encontro de quase duas horas e meia com o Vice-primeiro-ministro, Paulo Portas.

Na reunião, destinada a discutir o Guião da Reforma do Estado, a central sindical transmitiu a Paulo Portas "qual é o papel da UGT, quais são as linhas vermelhas e onde há possibilidade para haver conversações".

"A margem negocial do Governo é muito complicada em função do argumento 'troika'. O que nós enxertámos ao Vice-primeiro-ministro foi o seguinte: quando falamos com um membro do Governo falamos com o Governo, não estamos a fazer diálogos setoriais nem interministeriais. Não estamos de acordo em discutir quaisquer matérias que deixem de fora outras que para a UGT são essenciais", salientou Carlos Silva.

O sindicalista assegurou que "a UGT não vai fazer quaisquer acordos" com o Governo, a não ser que sejam colocadas em cima da mesa matérias consideradas essenciais para a central sindical, nomeadamente, o aumento do salário mínimo nacional (SMN).

"Não há qualquer compromisso assumido por parte da central se não estiver em cima da mesa o SMN, o desbloqueamento da negociação coletiva, e outras duas matérias essenciais, como sejam a discussão dos vínculos da Administração Pública e aquilo que o Governo quer fazer em nome de uma determinada eficiência e à qual a UGT chama de um despedimento na Administração Pública", reforçou Carlos Silva.

Embora tenha reconhecido "preocupação por parte do Governo para acolher os argumentos da UGT, uma coisa é preocupação e outra coisa é abertura".

"Julgo que o Governo não consegue passar à 'troika' os argumentos da UGT porque o Governo diz que a 'troika' é insensível em algumas matérias, nomeadamente, quanto ao SMN e se o é, cabe ao Governo junto da 'troika' tentar explicitar que argumentos pode apresentar para levar a UGT à mesa das negociações", acrescentou Carlos Silva.

A 'troika' é composta pelo Fundo Monetário Internacional (FMI), pela Comissão Europeia (CE) e o Banco Central Europeu (BCE).

O líder da UGT disse ainda aos jornalistas que Paulo Portas se comprometeu a levar o Guião da Reforma do Estado à concertação social "antes do final do ano, em dezembro".

Carlos Silva disse ter transmitido igualmente a Paulo Portas a discordância da UGT, quer relativamente à lei da convergência de pensões, quer a alteração do fator de sustentabilidade no cálculo das pensões.

SMS// ATR

Lusa/Fim

+ notícias: Política

Agência Portuguesa do Ambiente nega processo de avaliação de impacto ambiental para a exploração de lítio

Matos Fernandes desvaloriza as críticas do PAN sobre a exploração de lítio em Montalegre. O Ministro do Ambiente considera que o Estudo de Impacte Ambiental é ainda muito primário.

CDS/Congresso: Novo líder afirma "papel insubstituível" para "combater as esquerdas"

O novo líder do CDS, Francisco Rodrigues dos Santos, agradeceu hoje aos militantes por terem ajudado o partido a fazer "prova de vida", que tem "um papel insubstituível" em Portugal para "combater as esquerdas".

"Há violência policial racista e infiltração da extrema direita nas forças de segurança."

Separando as duas coisas, Catarina Martins, coordenadora do Bloco de Esquerda, diz que "é obvio que têm existido problemas de violência racista na policia e que há uma infiltração de forças organizadas de extrema direita, ligadas à criminalidade, nas forças de segurança".

Atenção: este é um espaço público e moderado. Não forneça os seus dados pessoais (como telefone ou morada) nem utilize linguagem imprópria.