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Câmara da Trofa repõe 100% da iluminação pública, oposição acha medida "demagógica"

| Norte
Fonte: Agência Lusa

Trofa, 19 nov (Lusa) - O presidente da Câmara da Trofa, Sérgio Humberto, anunciou hoje que vai autorizar a EDP a repor toda a iluminação pública que foi sendo desligada por motivos de poupança, uma medida que a oposição já classificou de "demagógica".

No decorrer do seu discurso, a propósito do 15.º aniversário da elevação do município da Trofa a concelho, Sérgio Humberto anunciou que "graças a cortes efetuados na conta corrente da Câmara Municipal trofense" vai poder "dar autorização à EDP para ligar toda a iluminação pública" do concelho, uma medida cujo custo ronda os 25 mil euros.

"Os postes foram sendo desligados, poste sim/poste não, há cerca de dois anos, por questões, disseram os antigos responsáveis, de poupança. Imaginava-se uma poupança de 800 mil euros, mas que só se refletiu em 25 mil euros. Depois de ponderar e maturar esta ideia, decidimos avançar com a ligação de todos os postes de eletricidade da via pública porque estamos a conseguir garantias financeiras para isso", declarou o presidente da autarquia da Trofa.

Sérgio Humberto considerou que "está em causa a segurança das crianças" e acusou o anterior executivo - a Trofa era liderada pela socialista Joana Lima até às autárquicas de 29 de setembro passado - de ter avançado com a medida de desligar os postes de eletricidade "sem qualquer critério".

"Porque é que algumas ruas têm os postes de iluminação todos ligados e outras ruas não?", questionou o autarca.

Ligar todos a eletricidade pública da Trofa, "cerca de 1700 postes", pode demorar, segundo o autarca trofense, cerca de "cerca de três/quatro meses".

Os 25 mil euros necessários são fruto, disse o autarca, de outras poupanças de conta corrente.

"A diferença de custos é equivalente à da renda que se pagava para ter três pessoas da Trofa Park num espaço arrendado, existindo espaços municipais disponíveis para os acolher com a mesma ou superior dignidade e sem qualquer custo", concluiu Sérgio Humberto.

Em declarações à agência Lusa, a ex-presidente da Câmara da Trofa, Joana Lima, reagiu considerando a medida de repor toda a iluminação "demagógica". A agora vereadora da oposição, representante do PS, considerou "lamentável" que o novo presidente tenha dito que "não existiu critério" aquando da decisão de desligar alguma iluminação pública.

"O que o meu executivo fez foi levar a cabo um programa de redução de custos que implicava desligar lâmpadas sim/lâmpadas não, na via pública, tendo em conta passadeiras de peões, entre outras situações. Portanto houve critério. Acho lamentável e profundamente demagógico que o novo presidente venha dizer que não havia critério nesta medida", disse, à Lusa, Joana Lima.

A ex-presidente socialista lembrou que esta medida foi tomada por vários municípios a nível nacional e criticou Sérgio Humberto por não ter, conforme considerou a socialista, "um discurso digno".

"O Município da Trofa tem de reduzir a sua despesa corrente. E não apagando a iluminação pública na totalidade, nós fizemos o que muitos outros concelhos fizeram. Esta medida da poupança de iluminação pública não foi inventada por mim, nem inventada na Trofa. O senhor presidente devia ter um discurso mais digno face à função que assume", disse Joana Lima.

A Lusa tentou obter reações junto da CDU, partido com lugar na Assembleia Municipal, mas até agora não foi possível.

PYT // ARA

Lusa/Fim

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